Para enfrentar rombo financeiro, governo autoriza Correios a vender seguros e títulos de capitalização

Estratégia já havia sido antecipada pelo ex-ministro Fernando Haddad (Fazenda)



15 de maio de 2026

Por G1
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O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no "Diário Oficial da União", os Correios a comercializarem "serviços postais financeiro", tais como seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, inclusive títulos de capitalização.

Essa é uma estratégia, já anunciada pela equipe econômica anteriormente, para tentar gerar receita adicional para os Correios, que passam por forte crise financeira com o registro de déficits operacionais bilionários seguidos.

A ideia é que a estatal faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

De acordo com portaria do Ministério das Comunicações, os Correios tem autorização para começar a ofertar:

  • venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagem
  • bônus promocionais, cupons, vale-benefícios
  • certificados, consórcios, aplicações, créditos ou outros instrumentos financeiros.
  • títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras.

A portaria também autoriza os Correios a atuar no mercado de telefonia celular por meio de parceria comercial, como operadora virtual, seguindo as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Outro foco de atuação dos Correios liberado pela portaria são serviços de logística, abrangendo, por exemplo, gestão de compras, recebimento de mercadorias, armazenagem, movimentação e separação de cargas, entre outros.

"A implantação dos serviços de que trata esta Portaria será precedida de estudo que demonstre sua viabilidade econômico-financeira, observado o atendimento a critérios e parâmetros de mercado que proporcionem retorno dos investimentos e margem de remuneração compatíveis com a sustentabilidade da ECT", diz o governo.

Crise financeira

Em grave crise financeira, os Correios divulgaram o resultado de 2025 com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.

O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Em março, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027.

Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.




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