28 de maio de 2026
Por 🏆 Arthur Moraes
Durante muito tempo, contratar um seguro para celular no Brasil parecia quase um teste de paciência. Processos burocráticos, linguagem complicada, atendimento lento e uma sensação constante de que a experiência nunca acompanhava a velocidade da tecnologia que as pessoas carregavam no bolso.
Foi justamente nesse desalinhamento que nasceu a Pitzi.
Criada em 2012, em São Paulo, a empresa surgiu quando os smartphones começavam a deixar de ser apenas dispositivos eletrônicos para se tornarem extensões da vida pessoal, financeira e profissional das pessoas. O problema é que o mercado de proteção ainda operava com uma lógica antiga para um consumidor cada vez mais digital.
“A Pitzi nasceu para tornar a proteção mais simples, acessível e compatível com a relação que as pessoas já tinham com tecnologia”, afirma Tatiany Martins, Vice-Presidente de Vendas, Marketing, CX e Trade da empresa.
Na prática, isso significava romper com um modelo tradicional de seguros que ainda tratava proteção como um processo pesado, distante e cheio de barreiras. A aposta da empresa foi justamente fazer o contrário: digitalizar a experiência, simplificar jornadas e reduzir fricções em um segmento que historicamente convivia com excesso de burocracia.
Mas talvez a maior ruptura da Pitzi não tenha acontecido na contratação, e sim no pós-sinistro.
Enquanto o mercado operava dentro dos prazos tradicionais de até 30 dias para devolução de aparelhos, a empresa decidiu transformar velocidade em estratégia de experiência. Hoje, a Pitzi trabalha com um SLA médio de até cinco dias úteis para restituição de aparelhos em todo o país.
Mais do que devolver um celular, a lógica era devolver conectividade.
E isso muda tudo em uma sociedade onde o smartphone virou carteira, banco, escritório, câmera, mapa, agenda e principal ferramenta de comunicação.
“O celular concentra praticamente toda a vida digital do consumidor. Proteção hoje precisa ser percebida como parte natural da experiência de compra e uso do dispositivo”, diz Tatiany.
A fala ajuda a entender por que o mercado de embedded insurance passou a ganhar tanta força nos últimos anos, e por que a Pitzi se encaixa com naturalidade nesse movimento.
Sem fazer muito barulho, a empresa construiu um ecossistema integrado entre varejo, fabricantes, plataformas digitais e soluções de proteção. Hoje, opera com produtos que vão além do seguro para celulares, incluindo proteção para eletroeletrônicos, assistência residencial, garantia estendida e proteção financeira.
Tudo conectado a uma lógica cada vez mais invisível para o consumidor. O seguro deixa de ser um produto isolado para virar parte da jornada.
“Acreditamos que o embedded insurance tende a se consolidar como um dos principais modelos de distribuição do setor. O consumidor quer soluções integradas e contextuais”, afirma a executiva.
Essa visão ajuda a explicar por que a empresa também enxerga um futuro em modelos de proteção mais flexíveis e temporários, algo ainda pouco explorado pelo mercado brasileiro.
Segundo Tatiany, cresce o número de consumidores que desejam seguros ligados a momentos específicos da vida e não necessariamente contratos anuais. Um festival, uma viagem ou um grande evento podem aumentar a percepção de risco e mudar completamente a disposição das pessoas para contratar proteção.
“O seguro tende a ficar cada vez mais fluido, personalizado e integrado ao comportamento real do consumidor.”
Por trás desse discurso digital, porém, existe um desafio delicado: como crescer em escala sem transformar experiência em automação fria.
Na visão da Pitzi, tecnologia sozinha não resolve confiança. “O grande desafio é equilibrar eficiência e proximidade. O cliente precisa de velocidade, mas também quer transparência e segurança, principalmente em momentos sensíveis como um sinistro.”
Talvez seja justamente aí que esteja a principal transformação do setor atualmente.
O mercado de proteção deixou de competir apenas por cobertura e preço. Agora disputa experiência, conveniência e relevância dentro da rotina das pessoas.
E nesse cenário, empresas que conseguem unir tecnologia, simplicidade e relacionamento tendem a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na nova economia digital.
No fim, a maior mudança talvez seja essa: o melhor seguro é aquele que quase desaparece dentro da experiência, mas aparece rápido quando a vida trava.
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