Coluna: Estratégia, comunicação e execução
Colunista: Silvio Formiga
Relacionamento sempre foi e continua sendo um dos ativos mais valiosos do mercado de seguros. Confiança, proximidade e histórico construído ao longo do tempo influenciam decisões, sustentam carteiras e atravessam ciclos difíceis. Muitas operações só existem porque houve relacionamento bem construído.
O problema não está no valor do relacionamento. Está em tratar esse ativo como se ele se mantivesse sozinho.
Todo ativo precisa de gestão para gerar resultado. Sem cuidado, acompanhamento e método, ele perde valor. Com relacionamento não é diferente.
No dia a dia do mercado segurador, isso aparece de forma muito prática para corretores e profissionais de seguradoras. O que existe, muitas vezes, não é relacionamento estruturado, mas conversas soltas. Contatos feitos sem objetivo claro, sem registro, sem histórico e sem definição do motivo do próximo contato.
Fala-se com o cliente, mas sem domínio real do histórico. Não há clareza sobre quando ocorreu o último contato, por qual motivo ele aconteceu, o que foi efetivamente combinado e qual deveria ser o próximo movimento. A conversa acontece, mas não se transforma em continuidade nem em direção clara para a relação.
Esse modelo até cria proximidade, mas gera baixa produtividade, retrabalho e perda de eficiência. O relacionamento existe, porém não se transforma em resultado recorrente para a carteira nem em previsibilidade para a operação.
É aqui que entram execução e gestão.
Executar relacionamento é transformar intenção em rotina. É ter critério para contato, constância de comunicação e clareza de propósito em cada interação. Não é apenas falar com o cliente, é saber por que se fala, para que se fala e o que se espera como próximo passo.
A gestão garante que esse relacionamento não fique restrito à memória de uma pessoa. Ela organiza histórico, contexto e próximos movimentos. Com isso, o relacionamento deixa de ser informal e passa a ser ativo produtivo, gerando valor para o corretor, para a seguradora e para o cliente.
Quando há gestão, o relacionamento escala.
Quando há execução, ele se sustenta.
Sem isso, o relacionamento continua existindo, mas como um ativo mal aproveitado, frágil e facilmente perdido.
No mercado de seguros, onde confiança é construída no longo prazo e a recorrência é fundamental, perder valor por falta de execução e gestão é desperdiçar um dos maiores diferenciais do negócio.
Relacionamento é primordial.
Mas só gera resultado quando é executado com constância e gerido com responsabilidade.
No SulSeguro, este espaço é dedicado a discutir gestão, vendas e relacionamento sob a ótica da execução. Aqui, ideias só têm valor quando saem do discurso e entram na rotina. Falamos do que é feito, do que funciona e do que gera resultado no dia a dia de corretores, seguradoras e suas operações.
Menos teoria.
Menos promessa.
Mais ação, execução e gestão aplicada.
Silvio Formiga, sócio-diretor da FazSeg, lidera a gestão comercial de canais de vendas indiretos, desenvolvendo parcerias e produtos para o canal corretor. Casado e pai de duas filhas, possui vasta experiência em soluções para o setor. É formado com MBA em Gestão Empresarial e Gestão Comercial pela FGV além de vivências em feiras e eventos internacionais nos EUA.
Email: sformiga@fazseg.com.br





