Coluna: Comunicação e estratégias digitais
Colunista: Andréia Pires
Vivemos um momento em que a inteligência artificial passou a fazer parte da rotina de empresas, corretoras, assessorias e profissionais liberais. Ela organiza ideias, acelera processos, sugere legendas, cria imagens e entrega conteúdos em poucos segundos. Sem dúvida, é uma ferramenta útil. O problema começa quando ela deixa de ser apoio e passa a ser protagonista absoluta da comunicação.
Basta alguns minutos rolando o feed para perceber um padrão que se repete de forma quase automática. Textos genéricos, frases prontas, excesso de emojis, pontuações artificiais, chamadas exageradamente motivacionais e conteúdos que falam muito, mas dizem pouco. Materiais que poderiam servir para qualquer empresa, em qualquer segmento, justamente porque perderam aquilo que torna uma marca única: identidade, experiência, verdade e alma.
No visual, neste cenário não é diferente. Artes carregadas de informação, imagens com traços visivelmente artificiais, personagens irreais, mãos deformadas, excesso de elementos e layouts praticamente idênticos. Uma tentativa constante de parecer moderno, inovador e diferente, mas que acaba entregando exatamente o oposto: mais do mesmo.
E talvez esteja aí um dos maiores erros da comunicação atual. Muitas empresas acreditam que apenas “estar produzindo” já significa comunicar bem. Não. Não significa.
Produzir conteúdo sem estratégia é como falar sem saber para quem. E comunicar sem personalidade é abrir mão da conexão humana, justamente o que mais aproxima clientes de marcas e profissionais.
A inteligência artificial pode ajudar. E ajuda muito. Seria incoerente negar isso. O problema não está na ferramenta, mas na forma como ela vem sendo utilizada. Existe uma diferença enorme entre usar IA como apoio criativo e terceirizar completamente a construção da sua voz para um robô. Porque no fim do dia, o público percebe. Percebe quando o texto não tem emoção. Quando a legenda parece copiada. Quando a publicação não conversa com a realidade da empresa. Quando o conteúdo parece vazio, automático e distante.
No mercado segurador, isso se torna ainda mais delicado. Seguro é confiança. É relacionamento. É proximidade. E não existe conexão verdadeira em uma comunicação fria, genérica e produzida em escala sem qualquer curadoria humana.
Mais vale um conteúdo original, simples, bem pensado e alinhado à identidade da marca, do que dez publicações artificiais tentando acompanhar tendências sem propósito. Em muitos casos, menos realmente é mais.
Outro ponto importante é entender que contratar profissionais especializados em comunicação estratégica não deve ser visto como gasto, mas como investimento em posicionamento, autoridade e credibilidade. Um bom conteúdo não serve apenas para “alimentar redes sociais”. Ele fortalece marca, aproxima pessoas e gera valor para o negócio.
Mas, se ainda assim, a inteligência artificial for o caminho escolhido para auxiliar na divulgação da sua empresa, existe uma etapa que jamais pode ser ignorada: a conferência. Porque entre o input e o output, precisa existir senso crítico. A IA entrega velocidade. Mas continua sendo o olhar humano que entrega verdade, contexto, sensibilidade e autenticidade. E em tempos de excesso de conteúdos artificiais, talvez seja justamente isso que fará uma marca realmente se destacar.
Pense nisso!
Com uma bagagem profissional superior há 15 anos, ela acredita que comunicar vai muito além de informar, é sobre construir presença, gerar conexão e fortalecer reputações. Com atuação em conteúdo estratégico, assessoria de imprensa e comunicação digital, desenvolve narrativas que traduzem propósito em posicionamento, especialmente nos segmentos corporativo, institucional, segurador, de saúde e educação.
Entre textos, estratégias e relações com a imprensa, transforma comunicação em ferramenta de visibilidade, autoridade e crescimento.





