Por Globo Rural
Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, apresentou o plano em reunião com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (11/3) em reunião com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, parlamentares e produtores gaúchos que a proposta para estabelecer um novo modelo de seguro rural no país está “avançada” no governo federal.
Fávaro garantiu que já há pleno convencimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de sua equipe técnica. Um substitutivo deverá ser apresentado ao projeto de lei 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), já aprovado pelo Senado e que está na Câmara. Os ministros, no entanto, vão deixar o governo nos próximos dias para poder concorrer nas eleições.
No mercado segurador e entre produtores rurais, há dúvidas sobre a proposta. Fontes relatam falta de diálogo e receio de que a medida poderá ser imposta sem consultas às grandes seguradoras.
Segundo Fávaro, haverá uma nova reunião dele e do secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, com o Ministério da Fazenda ainda nesta semana. No encontro desta quarta-feira na sede da Pasta, o ministro destacou a viagem feita pelo secretário à Europa no início de fevereiro para apresentar a proposta a resseguradoras internacionais — uma das premissas do modelo é a ampliação do capital de risco envolvido.
As seguradoras brasileiras reclamam que não houve clareza na discussão da proposta e que as tratativas estão paralisadas. As empresas, inclusive, não tiveram informações sobre o resultado das conversas de Campos com as resseguradoras na França e na Alemanha.
Durante a reunião com Leite, Fávaro explicou a proposta aos gaúchos. Ele disse que o seguro rural será obrigatório para todos os produtores dentro do Plano Safra e que, ao universalizar a contratação, o preço das apólices vai cair. De acordo com as informações, o prêmio médio do seguro rural é de 8% atualmente e, segundo o ministro, as seguradoras apresentaram um estudo que indica queda nesse índice para 6% com o modelo universalizado.
Ele repetiu que o objetivo é que a União subvencione metade dessa taxa, com orçamento próximo de R$ 5 bilhões por ano livres de contingenciamento. Fávaro disse que a proposta vai melhorar o ambiente negocial e o acesso ao crédito, já que os financiamentos vão estar protegidos, com redução na pressão sobre novas recuperações judiciais.
VEJA TAMBÉM
Há mais de 25 anos no segmento automotivo, Eduardo Borges ajudou a transformar a assistência em protagonis ...
Disponível para mais de 15 categorias de atividades, o produto chega para suprir uma demanda crescente e o ...
Com 21 anos de experiência no mercado segurador, o executivo chega para fortalecer a gestão financeira do ...





