Por 🏆 Arthur Moraes
Quando Alexandre Federman desembarcou em São Paulo, a mudança tinha endereço e propósito claros. Depois de um inicio de carreira em Minas Gerais, e uma temporada pela região Sul, foi escolhido para assumir a área comercial Brasil da companhia, um salto que o colocava no centro da estratégia nacional da seguradora. Mineiro de Belo Horizonte, ele via na transferência não apenas uma promoção, mas a oportunidade de ampliar influência e acelerar resultados em escala. A ida para a Exalt viria anos depois. Antes disso, São Paulo consolidaria sua posição como um executivo de alcance nacional.
O desafio começou oficialmente em abril de 2025, quando assumiu a liderança do Grupo Exalt com uma missão clara: criar algo inovador dentro do setor de seguros. Mas, para quem olha sua trajetória, inovação nunca foi apenas sobre modelo de negócio. Sempre foi sobre gente.
Federman pertence a um perfil pouco comum entre executivos com origem comercial. Ele fala de disciplina, planejamento e constância com a naturalidade de quem organiza não só metas, mas a própria rotina de vida. "Tudo é disciplina", costuma dizer. E não é discurso de palco corporativo, é método.
Casado há dez anos com Marina e pai de Sarah, de sete anos, e Pedro, de dois, ele administra agendas com a mesma lógica com que estrutura projetos. Para ele, equilíbrio não é acaso. É organização. É saber quando é hora de acelerar e quando é hora de estar inteiro em casa. "O grande segredo da evolução é a constância", resume.
Essa constância, aliás, ajuda a explicar os números recentes do Grupo Exalt. Em janeiro, a empresa atingiu a marca de 95 corretoras associadas, registrando um salto de 67% em prêmios ao longo de 2025. Em um mercado tradicionalmente conservador, os resultados chamam atenção.
Mas Federman evita qualquer protagonismo isolado. Ele atribui o crescimento a três pilares: estratégia de longo prazo, foco em execução e modelo inovador. E acrescenta um quarto: talvez o mais importante: equipe.
"Esse não é um trabalho do Alexandre. É um trabalho completamente compartilhado", afirma. A cultura interna, segundo ele, é o que sustenta a ambição do grupo: não apenas expandir, mas transformar as relações entre corretores e seguradoras e influenciar a cultura do setor.
Essa visão conecta com o que mais o encanta no mercado de seguros. Para ele, o setor ainda é subestimado socialmente. "Falamos pouco sobre a importância social do nosso mercado", diz. Seguros, na sua leitura, não são apenas proteção financeira, são estrutura social. São a garantia de continuidade de famílias e empresas.
Talvez por isso ele defenda uma mudança de mentalidade. O futuro, acredita, não pertence aos "vendedores de seguros", mas aos empresários de seguros. Profissionais preparados para cuidar de pessoas, estruturar negócios, dominar marketing, estratégia, finanças e gestão. Uma visão que vai além da apólice e se aproxima do empreendedorismo.
Esse pensamento já se reflete nos planos para 2026. O Grupo Exalt inicia o ano com o lançamento do programa de Benefícios e do Exalt One, programa de aceleração de corretores. A expansão para novas praças do país está no radar, com crescimento planejado e sustentável. A palavra-chave não é velocidade, é consistência.
No discurso de Federman, há uma ideia que se repete: "É tudo sobre pessoas. Sempre." No longo prazo, diz ele, o que importa não é apenas o cargo ou o faturamento, mas a marca que se deixa nas pessoas.
Ele também gosta de falar sobre "ponto de poder", a combinação única de características que torna cada profissional singularmente forte. Descobrir e valorizar esse ponto seria, segundo ele, uma das chaves para o desenvolvimento de qualquer executivo.
Ao olhar sua própria trajetória, talvez seja essa a síntese. A construção de grandes projetos o motiva, mas é a evolução do time que o entusiasma. Grandes desafios tiram da zona de conforto, ele reconhece, mas também elevam o mercado e as pessoas envolvidas.
Entre reuniões estratégicas, expansão nacional e noites em família, Alexandre Federman parece operar com a mesma lógica que defende para o setor: planejamento, disciplina e visão de longo prazo.
E se tivesse que aconselhar o jovem profissional que começava sua carreira, talvez repetisse o que hoje orienta sua liderança: no fim, são as pessoas, e a marca que você deixa nelas, que realmente constroem um legado.
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