Indenizações de seguros de veículos afetados pela chuva devem chegar a R$ 40 milhões na Zona da Mata mineira

Levantamento é da Federação Nacional de Seguros Gerais



13 de março de 2026

Por G1
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Mais de 15 dias após o temporal que devastou a cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, veículos continuam sendo retirados de dentro do rio. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), os estragos na região devem gerar quase R$ 40 milhões de reais em indenizações.

Com 72 mortes confirmadas até esta quarta-feira (11), a tragédia provocada pelas chuvas da última semana de fevereiro em Minas Gerais, já é o quarto maior desastre no Brasil na última década, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que monitora os dados desde 2016.

Gláucio Reskalla foi uma das vítimas da enxurrada em Ubá. Por fora, o carro dele não aparenta o estrago, mas a água barrenta chegou na altura do volante e atingiu o motor do veículo, que ficou boiando na inundação. Foi perda total.

“Como a água subiu muito rápido, mas muito rápido, não deu tempo de tirar o carro. A água chegou até no volante do carro”, disse o empresário que acionou o seguro e já recebeu o dinheiro para comprar outro carro ou gastar com o que quiser.

Nas duas cidades mais afetadas pelas chuvas, Ubá e Juiz de Fora, foram registradas mais de 700 ocorrências envolvendo prejuízo com veículos. A maior parte em Ubá.

Willian Rogel Andrade é corretor de seguros e viu a demanda de clientes na cidade aumentar rapidamente.

“Eu estou tendo clientes que estão recebendo com dois, três dias suas indenizações. Isso é porque a seguradora entendeu que é uma calamidade, entendeu a necessidade da população, fizeram uma força-tarefa, eles mandaram toda a equipe deles de sinistro em campo para ir atrás dos carros, fazer as vistorias e pagar em tempo recorde”, explicou.

Mas, nem todos os seguros contemplam indenizações pelos chamados fenômenos da natureza, explica Jaime Soares, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais.

“A cobertura normalmente está presente no chamado seguro alto compreensivo, conhecido como seguro completo. Esse tipo de apólice inclui coberturas contra colisões, incêndios, roubos e furtos, além de fenômenos da natureza, como enchentes e alagamentos. Se o veículo sofrer danos graves ou perda total por submersão, a indenização poderá ocorrer conforme as regras previstas na apólice, seja pelo valor de mercado ou pelo valor determinado contratado”, disse.

Por outro lado, seguros mais simples, como os que cobrem apenas roubo e furto, por exemplo, não incluem danos provocados por fenômenos da natureza, segundo Soares.




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