Por InfoMoney
Edson Franco, presidente da Fenaprevi
O mercado de seguros de pessoas cresceu 8,3% em 2025 no país. As seguradoras que operam no ramo arrecadaram R$ 78,8 bilhões em prêmios, cifra R$ 6,1 bilhões acima do registrado no ano anterior. Prêmios são os valores pagos pelos clientes às seguradoras aos contratarem os seguros.
Os dados foram divulgados na sexta-feira (27) pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa as seguradoras do ramo, com base nas informações da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que regula e fiscaliza o setor.
Os seguros de pessoas reúnem modalidades como seguro de vida, que cobre morte (natural e acidental) e invalidez, acidentes pessoais, doenças graves, seguro-viagem, entre outros.
Seguro de vida lidera
No recorte por produto, quase metade (49%) do total de prêmios arrecadados foi apurada em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), seguido por 27% no Prestamista (seguro que garante a quitação, amortização ou pagamento de parcelas de uma dívida) e 12% em Acidentes Pessoais.
Na comparação com 2024, a modalidade com crescimento mais expressivo foi o seguro contra Doenças Graves (19,7%), seguida por seguro de Vida Individual (14%) e de Vida em Grupo (10,6%).
Segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi, as seguradoras do segmento aguardam “a possibilidade da comercialização do Seguro de Vida Universal, à semelhança do que ocorre em outros países, onde há grande aceitação por parte da população, em todas as camadas sociais”. Na avaliação do executivo, essa modalidade de seguro tem “enorme potencial de ampliar a proteção securitária de nossa população”.
Benefícios pagos superam R$ 17 bilhões
Os dados apontam também que o total das indenizações pagas às famílias seguradas somaram R$ 17,5 bilhões em 2025, um aumento de 9,3% em comparação ao ano anterior.
No ano, mais da metade (53%) dos pagamentos foram relacionadas aos seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), além de Prestamista (22%) e Acidentes Pessoais (10%).
Já na comparação com 2024, as indenizações pagas no ramo Educacional (que garante o custeio das despesas com educação do beneficiário em caso de morte ou invalidez do responsável) foram as que mais cresceram, com alta de 60,9%. Também se destacam em relação ao ano passado a cobertura contra Doenças Graves (+18%) e o Prestamista (+13,5%).
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