29 de abril de 2026
Por 🏆 Julia Schneider | SulSeguro.RS
Roberta Hallmann, coordenadora do Núcleo de Seguros de Vida da Cabergs Seguros
Em um mercado diretamente associado a números, cláusulas e coberturas, há profissionais que ajudam a revelar um outro lado da corretagem: o das histórias, das conexões e do cuidado em momentos decisivos. É nessa interseção entre técnica e sensibilidade que construiu sua trajetória Roberta Hallmann, coordenadora do Núcleo de Seguros de Vida da Cabergs Seguros.
Com 16 anos de atuação no setor, Roberta carrega uma experiência que percorre toda a jornada do cliente, da contratação ao momento mais delicado, o sinistro. Hoje, à frente da área de Seguro de Vida, seu papel vai além da gestão. Ela atua no desenvolvimento da equipe e no fortalecimento das vendas, sempre com um objetivo claro: fazer com que o seguro tenha sentido real na vida das pessoas.
Mas o que mantém esse “brilho no olho” após tantos anos? A resposta está no impacto direto do trabalho. “O que me motiva diariamente é saber que contribuo para ampliar a conscientização sobre a importância do seguro e da proteção. Ainda existe pouca compreensão sobre como o seguro pode trazer tranquilidade em diferentes fases da vida”, explica. Para ela, permanecer no setor é, sobretudo, uma forma de gerar “valor, proteção e acolhimento”.
Quando a conexão vem antes da venda
Se há algo que a prática ensinou, é que a relação com o cliente não começa, e nem termina, na proposta. Em uma experiência que a marcou, Roberta percebeu o poder da comunicação simples e próxima.
“Comecei a gravar vídeos espontâneos falando sobre proteção familiar e planejamento. Para minha surpresa, o engajamento foi muito maior do que eu imaginava. Pessoas passaram a comentar, compartilhar experiências e buscar mais informações”, conta.
O resultado foi além da conversão em vendas. Segundo ela, o mais relevante foi colocar o tema no radar das pessoas. “Quando alguém conhecido aborda um assunto de forma acessível e verdadeira, cria-se identificação. E isso é essencial no mercado de seguros.”
Esse episódio escancara um bastidor pouco visível da corretagem: o trabalho de conscientização. “Vender seguro vai muito além de apresentar coberturas e valores. Existe um processo de escuta, construção de confiança e conexão. As pessoas se conectam primeiro com a história e com o propósito, para depois entenderem a importância da proteção”, resume.
O peso dos momentos difíceis
Se há histórias leves, também existem aquelas que testam, de fato, o papel do corretor. Em um dos episódios mais desafiadores de sua carreira, Roberta acompanhou um cliente vítima de um grave acidente de carro, que resultou na amputação de uma perna.
Diante do impacto físico e emocional, o cliente encontrava dificuldades até mesmo para dar andamento ao processo de sinistro. Foi então que a atuação da corretora ultrapassou o padrão esperado.
“Percebendo a dificuldade, busquei todas as orientações, կազմակերպ organizei as informações e entrei em contato diretamente com o médico assistente. Expliquei o contexto e a importância da documentação”, relembra.
A articulação deu resultado: o processo foi concluído e o cliente recebeu o suporte necessário. Mais do que isso, o episódio deixou uma marca. “Ouvir do médico que ele raramente via uma corretora atuar de forma tão próxima reforçou uma convicção: no mercado de seguros, a empatia é tão importante quanto o conhecimento técnico”, afirma.
O futuro pede mais simplicidade - e mais humanidade
Ao olhar para frente, Roberta aponta um desafio central: a educação securitária. Para ela, o mercado ainda precisa avançar na forma de se comunicar.
“Muitas vezes o seguro é visto como algo distante ou complexo, quando na verdade é uma ferramenta de proteção e tranquilidade”, diz. Tornar produtos e informações mais acessíveis é, na sua visão, um passo fundamental.
Além disso, ela defende a evolução digital sem perder a essência do setor. “Precisamos nos aproximar das novas gerações, usar a tecnologia e os canais digitais, mas sem abrir mão do lado humano, que continuará sendo essencial.”
No fim das contas, é justamente esse equilíbrio que define a corretagem contemporânea: menos foco apenas na apólice e mais atenção às histórias que ela protege.
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