4 de maio de 2026
Por 🏆 Julia Schneider | SulSeguro.RS
Marina Mota Pigatto, diretora de expansão do Grupo Caburé
Na década de 1950, no Espírito Santo, um vendedor chamava atenção por fazer o que poucos faziam: em vez de esperar clientes, ele pedalava até eles. Sempre em movimento e próximo das pessoas, Luiz Carlos Pigatto da Silva ganhou o apelido inspirado em uma pequena coruja da região.
“O que nasceu como um reconhecimento simples da vizinhança transformou-se em identidade e, mais adiante, em legado”, afirma Marina Mota Pigatto, diretora de expansão do Grupo Caburé.
O apelido ficou e, anos depois, virou empresa.
Fundado oficialmente em 1963, o Grupo Caburé nasceu com uma característica que segue como marca até hoje: a proximidade. Ainda naquele primeiro ano, a parceria com a CEEE já indicava um caminho baseado em relações de longo prazo, confiança e presença ativa no mercado.
“A nossa trajetória é construída em relações duradouras, confiança e compromisso”, destaca Marina.
Nas décadas seguintes, vieram outras alianças estratégicas, como com Banco do Brasil, Banco Central e Petrobras, consolidando a expansão nacional. Mais de 60 anos depois, o desafio não é mais crescer. É continuar relevante.
Essência em Movimento
Se por um lado a essência permanece praticamente intacta, com o seguro de vida como carro-chefe e o foco na proteção das pessoas, por outro, a forma de operar mudou significativamente.
“O que não mudou foi a importância dos nossos serviços e a forma como tratamos nossos clientes com excelência. O que evoluiu foi a maneira de nos comunicarmos e de alcançar as pessoas”, afirma a diretora.
Mas, diferente do que às vezes podemos acreditar, tradição e inovação não são tratadas como forças opostas dentro da empresa. Pelo contrário.
“Acreditamos que tradição e inovação são pilares complementares. Uma empresa só constrói uma tradição sólida quando consegue evoluir ao longo do tempo sem perder relevância”, diz Marina.
A própria operação ilustra esse equilíbrio. Hoje, o Grupo Caburé mantém tanto ferramentas digitais de venda quanto o modelo tradicional de proposta física. Uma escolha que aumenta a complexidade, mas amplia possibilidades.
“Optamos por manter ambos os formatos, permitindo que o vendedor escolha a abordagem mais adequada ao seu contexto e ao perfil do cliente”, explica.
Mais do que acompanhar tendências, a estratégia passa por um critério claro.
“Antes de qualquer projeto, nos perguntamos: isso faz sentido para os nossos clientes e parceiros? Faz parte da nossa estratégia?”
Esse tipo de filtro ajuda a evitar que a inovação descaracterize o modelo que sustentou o crescimento da empresa ao longo das décadas. No fim, o que permanece como eixo central não é o formato da operação, mas o propósito.
“Nós nunca abriremos mão de priorizar a proteção das pessoas. É isso que temos como missão há mais de seis décadas”, reforça Marina.
A mesma lógica que começou com um vendedor pedalando atrás de clientes segue presente, agora adaptada a um mercado mais tecnológico, mas ainda guiada pela proximidade. Porque, no caso do Grupo Caburé, inovar não significa mudar de direção. Significa continuar em movimento.
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