6 de maio de 2026
Por 🏆 Julia Schneider | SulSeguro.RS
A entrada no mercado de seguros nem sempre segue um roteiro linear. No caso da corretora Luana Aquino, de Porto Alegre, a trajetória mistura herança familiar, oportunidade e construção baseada em relacionamento.
Filha e sobrinha de profissionais do setor, Luana cresceu próxima ao universo dos seguros. “Meu pai Valdemir e meu tio Paulo Jeovani trabalharam na Cia União de Seguros Gerais, que depois foi comprada pelo Bradesco. Após saírem da companhia, meu pai se tornou vistoriador e meu tio corretor de seguros”, conta. Ainda assim, a decisão de seguir o mesmo caminho veio mais tarde: “Entrei nesse meio e, há 13 anos, decidi fazer o curso na Funenseg”.
Desde então, são mais de uma década de atuação, marcada por um crescimento que começou de forma simples, mas consistente. Os primeiros clientes surgiram de uma ponte improvável: o ambiente de trabalho do marido. “Ele entregou meu cartão, os clientes fizeram contato e a maioria permanece comigo até hoje. Eles fizeram muitas indicações e a carteira aumentou”, relembra.
Hoje, embora a carteira ainda seja majoritariamente voltada ao seguro automóvel, há um movimento estratégico em curso. “Hoje vendo mais automóvel, mas o foco é vender mais vida”, afirma. A mudança, no entanto, não é trivial e expõe um dos aprendizados que vieram com a prática: “Ninguém me contou que, depois que você vende seguro auto, é mais difícil migrar para o vida”.
Esse tipo de percepção revela um dos traços mais marcantes da trajetória de Luana: o entendimento de que a corretagem vai muito além da venda em si. “A forma com que me relaciono com o cliente” é, segundo ela, o principal diferencial: uma construção silenciosa, mas determinante para a fidelização e expansão da carteira.
Mas é nos momentos de crise que o papel do corretor ganha contornos mais profundos. Entre as experiências que mais a marcaram, Luana relembra um episódio pessoal que transformou sua visão sobre risco. “O sinistro que me marcou profundamente foi o assalto à mão armada que meu pai sofreu com o meu carro, à luz do dia, às 8h da manhã. Minha filha, na época com 2 anos, estava na cadeirinha no banco de trás. Graças a Deus deixaram ele tirar ela”, relata.
Situações como essa aproximam a teoria da prática, e reforçam o impacto real do seguro na vida das pessoas. Em outros momentos, o desafio não está na apólice, mas na capacidade de lidar com o desespero do outro. Durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, uma ligação ficou gravada na memória. “Uma cliente me ligou chorando, desesperada. Ficou ilhada na rua, subiu em cima do carro e a água subia depressa, junto com várias cobras. Me senti muito mal, impotente, sem saber como ajudá-la, a não ser acalmando ela”, conta.
Esses episódios ajudam a explicar por que, ao olhar para a própria trajetória, o orgulho de Luana não está necessariamente nos números. “A relação de confiança com os clientes e a certeza de que estou protegendo o patrimônio deles”, resume.
No fim, é essa combinação entre proximidade, responsabilidade e propósito que sustenta sua atuação. E talvez seja por isso que, ao sintetizar sua jornada na corretagem, Luana escolha uma frase que vai além do mercado: “O sucesso está em ver propósito no que se faz”.
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