Por Zero Hora
Nilo Ramos Lara morreu no fim da manhã de 11 de fevereiro, aos 94 anos, no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Corretor de seguros aposentado, com longa atuação no serviço público e no mercado securitário gaúcho, ele viveu toda a vida no bairro Partenon, na Zona Leste da Capital.
Nascido em 22 de fevereiro de 1931, permaneceu no mesmo bairro desde a infância, construindo ali sua trajetória pessoal e profissional. A ligação com o Partenon era motivo de orgulho e fazia parte de sua identidade.
Formado em Contabilidade, iniciou a carreira como contador e teve passagens pela Companhia SulAmérica, pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Aposentou-se após 36 anos de serviço público, mas seguiu atuando na área por décadas.
Atuação no setor de seguros
Na DRT, foi diretor da Divisão de Registros Profissionais e Carteira de Trabalho. Já na Susep, permaneceu por mais de 20 anos na divisão responsável pelos corretores de seguros, que atendia tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
Mesmo após a aposentadoria, realizou curso de corretor de seguros e manteve-se ativo no setor. Até cerca dos 92 anos, assessorava a constituição e regularização de corretoras e participava de congressos da categoria em diferentes regiões do país.
Entre as iniciativas que marcaram sua trajetória está a idealização do primeiro Museu do Seguro do Brasil, sediado em Porto Alegre, junto à Astec (Assistência Técnica Contábil). Também atuou como conselheiro do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS).
Rotina e convívio
Fora da vida profissional, Lara mantinha hábitos disciplinados. Cuidava pessoalmente da horta, zelava pela limpeza da calçada e repetia uma frase que sintetizava seu modo de viver: “O problema não é limpar, e sim não sujar”.
Participava de uma confraria de amigos que se reunia regularmente na Galeria Chaves, no Centro da Capital. Comunicativo e atento aos acontecimentos do dia a dia, cultivou amizades ao longo de décadas.
Durante mais de 10 anos, também assumiu os custos de saúde da irmã mais nova, mantendo presença constante e apoio nos cuidados.
Paixão pelo Inter
Torcedor do Internacional desde os tempos do “Rolo Compressor”, frequentava o Estádio Beira-Rio com assiduidade. Mantinha postura respeitosa em relação ao rival Grêmio, tendo visitado tanto o antigo Estádio Olímpico quanto a Arena.
Descrito pela família como afável e leal aos amigos, Lara deixa uma trajetória marcada pela longevidade, disciplina profissional e vínculo permanente com o bairro onde nasceu e viveu por mais de nove décadas.
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