Por APVS
Em 2025, o Brasil teve a maior frota registrada em toda a sua história: são 124 milhões de veículos em circulação atualmente. Entretanto, o avanço nesses números não coincidiu com uma busca por modelos de proteção. Estima-se que pelo menos 70% dos veículos brasileiros estão desamparados no caso de furtos, roubos ou sinistro automotivo.
A queda do desemprego, a ampliação das ofertas de crédito e os estímulos à indústria automotiva impulsionaram o crescimento da frota brasileira nos últimos anos, no entanto, esse avanço ocorre em um contexto de desigualdade, no qual muitos brasileiros ainda enfrentam limitações orçamentárias, o que torna a contratação de assistência veicular um desafio. Nesse cenário, o modelo de proteção patrimonial mutualista para veículos tem se mostrado uma opção mais acessível e eficiente, com um crescente aumento na procura pelo serviço.
Kleber Vitor, Superintendente da APVS Brasil, uma das maiores associações de proteção patrimonial mutualista do país, revelou que mais da metade de seus associados são residentes de regiões carentes brasileiras. Segundo o executivo, um dos benefícios desse modelo de proteção é a ausência de análise do perfil do condutor e seu endereço. “A proteção é mais democrática e inclusiva. Pessoas que normalmente teriam dificuldade, seja por perfil, histórico, região, conseguem ter acesso à proteção. Assim, mais famílias são capazes de proteger seu patrimônio, e ainda é mais barato”, destaca o superintendente.
Ao eliminar critérios que costumam restringir o acesso de pessoas carentes, o modelo mutualista amplia a base de veículos protegidos e reduz uma barreira histórica enfrentada por moradores de áreas periféricas. Na prática, isso significa transformar a proteção patrimonial em um serviço mais alinhado à realidade social brasileira, especialmente em regiões onde o aumento dos furtos e roubos pressiona ainda mais o orçamento das famílias.
O modelo de proteção mutualista é uma modalidade alternativa na qual um grupo de associados contribui para um fundo comum que é utilizado para cobrir os custos de sinistros, furtos e roubos. Não há diferença nos valores para associados que moram em regiões de alto risco. “Em um Brasil com grandes diferenças sociais, oferecer proteção sem ‘selecionar’ o associado por perfil ou localização aumenta a inclusão, melhora o acesso à tranquilidade no dia a dia e ajuda a reduzir um tipo comum de desigualdade: a de quem não consegue proteger o próprio patrimônio”, explicou Kleber.
Para que os custos acessíveis sejam ofertados a todos, a APVS Brasil calcula um valor total capaz de equilibrar os gastos de diferentes regiões, permitindo que todos tenham acesso a um preço unitário no final. “Os valores são iguais em todas as áreas. O rateio é calculado pensando em volume, ou seja, as áreas de menor risco compensam as de maior risco”, finalizou o superintendente.
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