Por O Tempo
Mesmo quase uma semana após a tragédia na Zona da Mata mineira, ainda não é possível ter uma estimativa do tamanho dos prejuízos patrimoniais. É o momento em que corretores e profissionais das seguradoras tentam agilizar os procedimentos burocráticos sobre sinistros de veículos e imóveis, para que o pagamento das indenizações não demore a chegar às contas dos beneficiários.
O setor orienta que os segurados comuniquem seus sinistros o quanto antes às seguradoras ou aos seus corretores, “a fim de agilizar o processo de análise e eventual indenização, conforme as condições previstas em contrato”.
De acordo com Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), ainda é cedo para consolidar números definitivos de prejuízos e indenizações, pois os avisos de sinistro seguem sendo registrados e as vistorias estão em andamento. Também é hora de mapear quais são os casos mais urgentes.
Os donos de casas, comércios e indústrias que pagaram em dia pelo seguro serão indenizados, caso a apólice inclua prejuízos por causa de eventos climáticos. “De modo geral, o seguro residencial cobre danos materiais causados por eventos como vendaval, granizo, impacto de objetos, danos elétricos decorrentes de tempestades, além de alagamento e inundação e desmoronamento, desde que não decorra de risco expressamente excluído na apólice. A cobertura, no entanto, depende das garantias contratadas. Em muitos casos, eventos climáticos estão incluídos na cobertura básica ou podem ser adicionados como garantia adicional.”, explica Medeiros.
A lógica é válida também para edifícios. “O seguro empresarial e o seguro condomínio seguem lógica semelhante: oferecem cobertura para danos estruturais ao prédio e, no caso do seguro empresarial, também para bens, estoques e até lucros cessantes, conforme as coberturas contratadas. Em todos os casos, é fundamental a análise individual da apólice, respeitando limites, franquias e demais condições previstas em contrato”, completa.
Questionado se os seguros gerais tendem a ficar mais caros para os mineiros por conta dos prejuízos na Zona da Mata, Medeiros explica que não há relação automática entre um evento específico e um aumento generalizado de preços.
“O valor do seguro é calculado com base em múltiplos fatores, como a localização do imóvel, o histórico de sinistros, o tipo de construção, o valor segurado e a análise atuarial de risco. Embora eventos extremos possam ser considerados nos modelos de precificação ao longo do tempo, eles não significam, por si só, um aumento imediato e generalizado para todo o estado de Minas Gerais”, explica o especialista.
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